sábado, 8 de setembro de 2012

Ukiyo-e: xilogravura japonesa


a xilogravura japonesa difere em muitos pontos da gravura ocidental e de suas variações. 
a tinta usada na xilogravura que normalmente fazemos aqui é a base de óleo, uma tinta tipográfica ou offset e, geralmente, usamos para imprimir a imagem uma prensa ou uma colher de pau. 
no ukiyo-e a tinta é a base d'água, uma espécie de têmperaguache, um pigmento misturado em água que é misturado na própria matriz com uma goma de arroz moti, como a têmpera. a impressão é feita com o baren, um trançado de folha de juta em forma de uma bolacha circular coberto por uma folha de lótus. o papel e a madeira são umedecidos, então a tinta é transferida para o papel com mais facilidade. a água é essencial em todo o processo, ela gera na tinta, na matriz e no papel uma fluidez, uma conexão, uma ponte. 
a principal ferramenta na estampa japonesa é a faca, ela é o lápis, o pincel que corta. é a faca que dá exatidão e minúcia na linha; na gravura ocidental é mais comum para o desenho gravado o uso das goivas em u e v, e faca delimita, faz formas mais duras. as ferramentas, no formato também são diferentes, apesar de haver uma mistura nas origens do uso. a marca "tombo" simula uma ferramente de gravura japonesa, mas seu formato é bem mais simples, e bem mais frágil, de menos qualidade. 
os videos mostram bastante esses processos, e há uma boa quantidade de videos que demonstram com mais detalhes os passos. esse primeiro mostra o ateliê de David Bull, canadense que vive hoje no Japão fazendo estampas antigas da gravura japonesa tradicional. ele tem um site bastante interessante que mostra seus projetos recentes e sua forma de trabalhar: http://woodblock.com/
o segundo mostra passo-a-passo sem muitos detalhes o nascimento de uma estampa, desde o desenho feito ao natural até a impressão em cores.



david bull



hotei engraving